Deitado estou eu, num lençol branco a esvoaçar,
Nu apresento-me eu, sem mentiras a pairar,
Não te amo, penso eu, mas de ti estou a gostar.
Bom ou mau?! Não sei,
Deixa-mo descobrir para o confirmar,
Deixa-me abraçar-te nua sem preconceitos
para o teu coração poder sentir,
Arrepios no corpo!
Oh, sim!
Esse teu belo abraço começa a fluir!
Sem mais demora,
Beija-me! Deixa o teu coração te guiar,
Até à minha alma chegar,
Para no fim, poder-te dizer,
Quero-te amar!
Quero-te sentir como uma onda que me atravessa o sentimento,
Como uma praia rasgada por memórias e emoções
que jamais irei esquecer,
Como aquela bela paisagem paradisíaca
que me leva a amar,
a sentir,
a levitar,
a voar,
a fluir!
A fluir leva-me o pensamento,
Eleva-me o sentimento,
Despreocupa-me o passado,
Aproveito o presente,
Preenche-me o futuro,
Futuro esse, que
a amar irei guerrear!
Com esse amor,
Irei sarar todas as feridas,
Feridas de quem jurou amar-me,
mas abriu e me rasgou o sentimento, e
me abriu o coração,
Deixando que uma falsa fluidez me enchesse de veneno.
Forte terei de ser para tal maldade
Derrotar,
Para tal ódio diluir,
Para o meu coração,
voltar a fluir!
voltar a fluir!

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