domingo, 18 de agosto de 2013

Lar

Horas e horas,
Passadas a ler,
Gestos indigestos,
Cumpridos para ter

O hoje, amanhã
Não sei onde estarei
Mas acabarei, por dizer
Foi lá que ancorei
Esta nau Catrineta
Esculpida com caneta,
Com tinta derretida
Vendo o sol na borboleta

Vendo as cores do dia
Azul e laranja,
Verde e amarelo
Guio-me no branco, das nuvens
para esvaziar o pensamento

Perdido,
Difuso,
Esquecido,
Encontrado,
molhado como qualquer ser sem efeito,
Que molha aquele e o outro sem ter qualquer respeito
Pela vida destemida
Curta e oprimida

Assim vejo o meu mundo,
à espera,
De ver terra à vista!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Bebé de quatro patas!

Entro no comboio,
Sento-me com o fato de salvador vestido,
Em urgência te procuro recolher.

A viagem dura,
A ânsia aumenta,
As pupilas dilatam,
Ao nada cheguei para te ir buscar.

3kg vi cambalear,
Vi o medo nos teus olhos;
Calma, estou aqui para ajudar.

Enrolo-te na toalha,
Encosto-te ao meu peito,
Ainda respiras...
Começou a luta contra o tempo,
Contra tudo e contra todos,
Corro nos carris,
Sempre com a missão,
De te dar uma vida feliz,

Água mal bebes,
Pão mal comes.

A pé te levei,
Dor já não sento nas pernas,
Vou-te erguer de novo!

Sempre ao teu lado esperei,
Felizmente o teu olhar já me sorria!

O tempo passou...
A caga tacos já cresceu,
De 3 para 20 e muitos passaste
E, este episódio ainda ontem aconteceu.

És a minha cria de quatro patas,
Que jurei criar,
Os dentinhos perdeste,
À maturidade chegaste.

Espero-te no futuro,
Acompanhando-te no presente,
No passado vem a história
que juntos vivemos,
Desde a caixinha ambulante
na qual viveste,
Ao puff do dono
no qual cresceste!


Swag: 10 meses, 26,5kg, feliz e saudável!