Horas e horas,
Passadas a ler,
Gestos indigestos,
Cumpridos para ter
O hoje, amanhã
Não sei onde estarei
Mas acabarei, por dizer
Foi lá que ancorei
Esta nau Catrineta
Esculpida com caneta,
Com tinta derretida
Vendo o sol na borboleta
Vendo as cores do dia
Azul e laranja,
Verde e amarelo
Guio-me no branco, das nuvens
para esvaziar o pensamento
Perdido,
Difuso,
Esquecido,
Encontrado,
molhado como qualquer ser sem efeito,
Que molha aquele e o outro sem ter qualquer respeito
Pela vida destemida
Curta e oprimida
Assim vejo o meu mundo,
à espera,
De ver terra à vista!
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